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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011


Botafogo empata com o Bangu e coloca liderança em risco

Goleiro Jefferson evita o pior, Alvinegro fica no 1 a 1 em Volta Redonda e pode ser ultrapassado pelo Fluminense nesta quinta-feira

Por GLOBOESPORTE.COMVolta Redonda, RJ
Com quatro alterações no time titular, o Botafogo também quebrou a rotina de vitórias. Numa partida em que foi pressionado durante a maior parte dos 90 minutos, o Alvinegro ficou no empate em 1 a 1 com o Bangu, nesta quarta-feira, em Volta Redonda, pela quinta rodada do Grupo B da Taça Guanabara. Loco Abreu, que ganhou a braçadeira de capitão na ausência de Marcelo Mattos, fez o gol da equipe, que, não fosse a grande atuação do goleiro Jefferson - que pegou um pênalti -, poderia sair de campo derrotada.
O Botafogo chegou aos 13 pontos, mas pode perder a liderança se o Fluminense vencer o Duque de Caxias, nesta quinta-feira. No entanto, no próximo domingo o Botafogo tem a chance de retomar a primeira posição enfrentando o Tricolor no Engenhão. Já o Bangu, que soma nove pontos, volta a campo no sábado, recebendo o Cabofriense.
Não foi apenas na equipe titular que o Botafogo apresentou novidades. Regularizado na tarde desta quarta-feira, o meia Everton pela primeira vez compôs o banco de reservas. Em campo, Fahel, Alessandro, Márcio Azevedo e Arévalo buscavam estabilizar a defesa, mas o que se viu no primeiro tempo foi uma equipe ainda confusa em sua retaguarda. O Bangu chegava ao ataque com certa liberdade e conseguia criar algumas oportunidades.
Nos pés dos meias Ricardinho e Thiago Galhardo, além dos atacantes Leandro Costa e Pipico, o Bangu levava perigo ao Botafogo, que contou com a ótima forma de Jefferson para chegar ao intervalo sem ver sua rede balançar. O goleiro realizou quatro importantes defesas na etapa inicial e se mostrou descontente com o posicionamento da defesa.
Se defensivamente seguia instável, o Botafogo mostrava boa articulação no ataque. Protegida pelo estreante Arévalo, que mostrou vitalidade e boa movimentação, a equipe saía com rapidez para o ataque, mas foi da tradicional bola área que conseguiu abrir o placar no momento em que o Bangu equilibrava a partida. Após falta cobrada na área por Márcio Azevedo, o zagueiro Diego Padilha, que marcava Loco Abreu, deu um tapa na bola. O árbitro marcou pênalti cobrado com firmeza pelo atacante no canto direito de Thiago Leal, aos 25 minutos. Foi o quinto gol do uruguaio, que igualou Fred na artilharia do Campeonato Carioca.
Alessandro Botafogo x BanguNo dia em que completou 200 partidas pelo Botafogo, Alessandro teve dificuldade com o lateral-esquerdo Fabiano Silva, do Bangu (Foto: Ag. Estado)
As duas equipes retornaram para o segundo tempo com as mesmas formações. No entanto, o Bangu se mostrou um time ainda mais agressivo no ataque, empurrando o Botafogo para o seu campo defensivo. A equipe de Joel Santana não conseguia sair com a bola e criava poucas chances de gol.
Numa de suas investidas, o Bangu teve um pênalti marcado a seu favor, quando Fahel derrubou Fabiano Silva de forma infantil dentro da área. Pipico bateu aos 18 minutos, mas novamente Jefferson brilhou. O goleiro pulou para o lado direito e defendeu. Neste momento, o Botafogo já tinha Caio, que entrou no lugar de Renato Cajá.

Nem mesmo o susto foi capaz de acordar o Botafogo. A equipe continuou a ser pressionada pelo Bangu, que merecidamente chegou ao empate aos 32 minutos. Pipico recebeu frente a frente com Jefferson e chutou. O goleiro fez grande defesa, mas a bola sobrou limpa para o zagueiro Abílio apenas empurrar para fazer 1 a 1.
Até o fim do jogo o Bangu buscou o gol e continuou a pressionar o Botafogo. A equipe de Joel Santana não mostrava poder de articulação de jogadas e tentou o ataque na base do desespero. No entanto, nenhum dos dois times teve a competência para garantir a vitória.

Alessandro faz 200 jogos e quer parar no Bota: 'Não me vejo fora daqui'

Lateral-direito retoma posição de titular na partida contra o Bangu e comemora bom momento na relação com a torcida

Por Gustavo RotsteinRio de Janeiro
alessandro gol botafogo madureiraAlessandro comemora gol pelo Botafogo: marca
de 200 jogos pelo clube (Foto: Agência Estado)
No dia 9 de junho de 2007, Alessandro disputou a primeira de suas 199 partidas com a camisa do Botafogo. No empate em 1 a 1 com o Palmeiras, no Parque Antártica, ele dava início a uma verdadeira montanha russa. Foram altos e baixos na parte técnica, nas oportunidades no time e, principalmente, na relação com a torcida. Mas ao atingir a marca de 200 jogos pelo Alvinegro, nesta quarta-feira, contra o Bangu, o lateral-direito de 33 anos pode dizer que vive uma lua de mel com a arquibancada.
E logo na temporada 2011, que começou com má notícia para Alessandro. Foram apenas 15 minutos como titular no primeiro coletivo do ano para que o técnico Joel Santana o substituísse pelo recém-contratado Lucas. O experiente lateral ficou no banco de reservas nas primeiras cinco partidas do ano. Mas sua atuação nas duas últimas transformaram em aplausos as vaias muitas vezes ouvidas no Engenhão.
- Realmente não esperava que chegaria aos 200 jogos assim, mas lutei muito para que fosse da melhor maneira possível. Queria alcançar a marca jogando como titular, e o fato de o meu planejamento ter dado certo faz desse momento ainda mais feliz. São quase quatro anos de clube, com altos e baixos e sempre dando a volta por cima. O início de temporada foi importante para que eu colocasse na cabeça que precisava voltar à equipe - disse ele, que marcou 14 gols pelo Botafogo e é o jogador que mais disputou partidas no Engenhão: 89.
Se ainda busca sua reafirmação dentro de campo, Alessandro, que deve ser homenageado pelo clube na partida contra o Fluminense, tem prestígio em General Severiano. É chamado por Joel Santana de Professor e seus colegas o apelidaram de Presidente. Tem relação direta com o presidente Maurício Assumpção e por vezes serve de ponte entre o elenco e a diretoria. Por isso, seu pensamento é encerrar a carreira no clube.
- Prefiro deixar as coisas acontecerem e, por isso, ainda não penso em parar. Acho que ainda tenho motivação para jogar mais uns três anos e vou trabalhar muito para encerrar a carreira no Botafogo. Até porque não me vejo mais fora daqui. É um clube com o qual me identifiquei e do qual gosto muito. Mas também sei que no futebol tudo pode acontecer. Por isso, prefiro não traçar muitos planos para não ficar triste se eles não se concretizarem - explicou.
No entanto, uma resolução está tomada. No dia em que pendurar as chuteiras, Alessandro abandonará o futebol em todas as suas esferas. Depois de encerrar a trajetória como jogador profissional, o esporte será apenas lazer.
- Quando parar, não vou mais me envolver com futebol. Isso é certo. Quero ficar mais perto da minha família e ver meus filhos crescerem ao meu lado. Do futebol quero levar somente as amizades verdadeiras e acho que se continuar nesse meio, posso perdê-las por causa de um ato. Meu empresário chegou a me convidar para trabalhar com ele no futuro, mas já disse que estou fora - brincou.
 

Autocrítica, felicidade e discrição: receita de Jefferson para brilhar

Goleiro afirma não adotar a postura de marqueteiro, garante estar feliz no Alvinegro e se mostra confiante em novas chances na Seleção Brasileira

Por Gustavo RotsteinRio de Janeiro
Na última quarta-feira, o Botafogo saiu de campo lamentando o empate em 1 a 1 com o Bangu. No entanto, a sensação também foi de que, se não fosse Jefferson, o cenário seria pior. Se admitiu a frustração pelo resultado, o goleiro ao mesmo tempo mostrou-se satisfeito com o dever cumprido pelas grandes defesas, incluindo a de pênalti (veja lances no vídeo ao lado).
- Procuro manter a regularidade em todas as partidas. Independentemente do resultado, procuro analisar como foi o meu trabalho. O goleiro é único que pode ser individualista no bom sentido, pois precisa defender o tempo todo. É preciso ter sempre autocrítica - explicou.
Desde o retorno ao Botafogo, durante o Campeonato Brasileiro de 2009, Jefferson vem sendo um dos destaques da equipe. Segundo ele, muito desta boa fase permanente se deve ao ambiente vivido no clube.
- Estou feliz no Botafogo, e isso vem fazendo a diferença. Quando o jogador está satisfeito no clube e se identifica com os torcedores, as coisas dão certo - destacou ele, lembrando também a importância do preparador de goleiros Flávio Tenius.
O reconhecimento conquistado no Alvinegro carioca se estendeu à Seleção Brasileira. Integrante da maior parte das convocações de Mano Menezes desde o ano passado, Jefferson ficou fora da lista para o amistoso contra a França, na próxima quarta-feira, assim como os demais atletas que atuam no país. O goleiro, entretanto, se mantém tranquilo e consciente de que continua a ser observado.
- Pelo que fiz nos treinos com a Seleção, estou confiante e sei que as portas continuam abertas. Não é meu perfil forçar nada pela imprensa. Vou continuar trabalhando para voltar e estarei pronto quando o momento chegar.
O mesmo comportamento se dá em relação à condição de capitão da equipe. Hoje, a braçadeira pertence a Marcelo Mattos, com Loco Abreu como segunda opção. Jefferson garante não ver esta questão como uma de suas prioridades.

- Sou muito discreto e não gosto de chamar a atenção. Muitos falam que depois da saída do Lucio Flavio e do Leandro Guerreiro, eu deveria ser o capitão. Até mesmo o Marcelo Mattos disse que, por ele, o capitão seria eu. Fico feliz por isso, mas não é o meu objetivo. Prefiro aparecer menos como marqueteiro e mais pelo meu talento - frisou.